05/05/2011

Uhura... "ela anda em beleza, como a noite".

Ela era preta de olhos amarelos, e achamos que esse foi o motivo para ter sido a última da ninhada, a que ninguém queria. Eu, que acredito em Deus, acho que ela foi deixada para nós, que queríamos um gatinho macho e de pêlo curto, e que achamos uma gatinha muito, mas muito peluda. Foi pegar no colo e chamar de "bebê da mãe", imediatamente receber seu nome, como se estivesse sendo reconhecida.

Imensamente dócil, sedutora, daquelas que oferecem a barriga para qualquer um passar a mão. Daquela que miam bem alto, que conversam com pessoas, que reclamava para sair um pouco de casa, que atacava o rolo de papel higiênico durante a madrugada. Brigava com as outras gatas, gostava de beber água de qualquer lugar menos do potinho, adorava um banheiro, fazia amizade com as vizinhas.

Ela sofreu, não pude impedir, não pude consolar. Meus cuidados traziam mais sofrimento ainda, mas havia a promessa da melhora. Se ao menos a gente soubesse antes... se a gente soubesse antes, não viveria, e ela viveu, e eu com ela. E você ainda me livra da responsabilidade (e da culpa) de decidir sobre a sua vida, generosamente. 

Uma vez, em um dos meus sonhos, você apareceu, para me dizer que não importava para onde a gente ia, por que nos amaríamos para sempre.

Eu te amei, ainda te amo, sempre te amarei. 
Hoje eu sou menos eu sem você.

3 comentários:

  1. A Uhura nunca sairá dos nossos corações e mentes! Força Fá!!! ass: Gão e Dé.

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  2. Poxa, Fafis...
    Fiquei muito triste. Mas nem consigo imaginar a sua tristeza... Uhura era uma gata realmente adorável.

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  3. meus sentimentos Fabi... bjss
    Mau

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