08/01/2010

TPM

Não tenho, ou pelo menos não das famigeradas que levam ao assassinato, graças a deus! As consequências culturais do fenômeno TPM, no entanto, acredito que todas as mulheres sofrem. A mais comum é quando estamos muito putas com alguma situação, e a primeira coisa que nos perguntam é: quando é que vem a menstruação mesmo?

É pedir para apanhar. Me desnorteia tanto que me perco no que estava falando e me volto para o idiota (vamos combinar, isso só homem faz) para quase pular no pescoço dele. E quem foi que disse que mulher só fica chateada, triste, irritada, excitada, alegre, louca e otras cositas más quando está perto das "regras"?

No entanto, admito: os piores dias, aqueles que parece que vc nem sabe direito o que está sentindo, são os que antecedem a semana sangrenta de todo mês. Bendita e maldita semana. Eu nunca gosto quando chega, mas que bom que ela chega, hehehehe!

Hoje eu tô assim: triste e não sei pq, ou talvez tudo me deixe triste. Quem sabe a bagunça hormonal não sirva também para ordenar o coração, tal qual o sono para o cérebro? Faz faxina e reorganiza, desce forte e reanima!

05/01/2010

Machismo ou conservadorismo?

Ser conservador não é necessariamente ruim, eu penso. Machismo, com certeza, e tanto quanto feminismo, apesar de me considerar (às vezes) feminista. Na verdade, são bem poucas as pessoas que se consegue identificar um posicionamento mais estável na "guerra" entre os sexos.

Meu roommate, p. ex., tem a fama de ser machista, embora eu identifique diversas situações em que seu posicionamento é bem mais flexível do que as pessoas possam pensar. Como ouvi recentemente, "não é que ele seja machista, ele é apenas conservador". Mas o que pode significar ser conservador hoje em dia, meu deus?

Esperar que a namorada faça seu prato no churrasco? Considerar que é o homem quem deve pagar a conta do restaurante? Preferir abdicar de uma parcela do trabalho para se dedicar à criação dos filhos, ao invés de deixá-los com a babá? Achar que homem pode ir para festas sozinho, e mulher não?

Fiquei revoltada com a estória do namorado que brigou com a respectiva por que esta não passou sua roupa direito e fiquei me questionando: ué, e ele paga salário para ela? O pior é que ele deve considerar que sim, já que paga todas as suas despesas, se brincar até o plano de saúde (e não são casados).

Minha primeira reação (intempestiva e claramente feminista) foi a de reforçar a idéia de que nós precisamos demonstrar independência e pagar nossas contas, sempre. O amigo que ouviu a estória fez o lindo comentário: mas quando a gente paga contas de restaurante para uma mulher, é por querer fazer uma gentileza, por querer agradá-la. Me desarmou, claro!

Taí: perdi o sentido do conservadorismo, do machismo, do feminismo, mas principalmente da gentileza. O medo de cair numa relação que aprisiona me afasta da possibilidade de uma relação verdadeira, gentil e afetuosa. Não reconheço com facilidade um ato gentil.

Aí a amiga vai dizer: é por isso que a gente tem que (re?)aprender a ser daminha, a dar espaço para que os rapazes sejam cavalheiros. O problema é também dar espaço ao rapaz para que ele seja autoritário e invasivo.

Bom, o amigo querido ganhou um almoço grátis hoje. Fiz questão de pagar e fazer esta gentileza.


Hoje foi dia de comer bode!

04/01/2010

Guerra contra os pernilongos

Eu não sei o que os trouxe: o calor do verão, as obras quase concluídas ou simplesmente o meu sangue doce. Mas eu sei o seguinte:

  • eles trabalham em conjunto, e se comunicam telepaticamente;
  • eles são muito mais numerosos que os mosquitos das outras casas, o que me faz pensar que há um objetivo específico em virem me picar (e não me deixarem dormir);
  • eles são resistentes à maioria dos artifícios comumente utilizados no combate à esta praga;
  • não há sangue ou espaço na pele suficiente para alimentar a todos eles.
Não deu certo me conformar; eles não demonstraram clemência. Agora é guerra.

O pior é não querer dar o braço a torcer e usar química anti-ecológica (i.e, inseticida spray) com eles, mas me reservo o direito de manter esta idéia como último recurso. Ontem usei borra de café e gengibre, mas contabilizei algumas picadas ainda. Hoje, vou de Complexo B, limão com cravo da índia, manterei o gengibre e ainda deixarei umas sentinelas de reserva, caso os anteriores não funcionem.

Já recebi dicas interessantes (not): mosquiteiro (cafona, e precisa furar o teto) spray de suco de gengibre (imagina a melequeira!)... continuo aberta a sugestões!

Só digo uma coisa: mosquitos NÃO SÃO baratas! Estas sim, não há como vencer numa guerra!


O meu blog

Depois de tanta gente na mesma época me recomendar um blog, resolvi aceitar o conselho. Não gosto de escrever, já tentei começar diversas vezes, esqueço que existe, não sei mexer: não são boas as perspectivas deste aqui.

No entanto, ultimamente tenho sentido mesmo vontade de experimentar coisas novas, e de perseverar, então há de ser um exercício interessante. Saco foi escolher o nome... PQP! Deve ter blog saindo pelo ladrão, pq não tinha nome que eu pensasse que estivesse disponível!

Esse, O meu e o dos outros, na verdade veio do medo da exposição. É de cú mesmo que eu estou falando, já que é o meu que está na reta neste espaço virtualmente público, oras! Mas eu vou deixar vcs interpretarem do jeito que quiserem, consolada por Bakhtin de que o texto não mais me pertence ao deixar as minhas mãos...

Enfim, nos vemos... (no meu ou no seu! rs)